{"id":4418,"date":"2021-11-06T15:03:30","date_gmt":"2021-11-06T15:03:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.alexandrarombinha.pt\/?p=4418"},"modified":"2021-11-06T15:03:30","modified_gmt":"2021-11-06T15:03:30","slug":"o-conflito-que-se-mostra-no-exterior-e-o-mesmo-que-reside-no-interior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexandrarombinha.pt\/?p=4418","title":{"rendered":"O conflito que se mostra no exterior \u00e9 o mesmo que reside no interior"},"content":{"rendered":"<p>Quando n\u00e3o sabemos lidar com o que se passa dentro de n\u00f3s, inevitavelmente algu\u00e9m, nos mostra e expressa o que precisamos olhar. Na maioria das vezes, n\u00e3o da maneira que nos agrada.<\/p>\n<p>Os conflitos externos s\u00e3o t\u00e3o mais intensos quanto maior \u00e9 a resist\u00eancia (rejei\u00e7\u00e3o inconsciente), alheamento, ferida emocional, dores traum\u00e1ticas. Todas estas marcas v\u00e3o ficar registadas no corpo, dando a possibilidade de poderem ser observadas, trabalhadas e transformadas. O corpo, oferece-nos a oportunidade de restaurar e alterar a perce\u00e7\u00e3o de uma realidade que se encontra distorcida. Tendemos a perpetuar por desconhecimento, inconsci\u00eancia e medo, e por for\u00e7a do h\u00e1bito, carregamos o conflito, numa tentativa ingl\u00f3ria de nos manter vivos.<\/p>\n<p>Mostrar a vulnerabilidade ainda \u00e9 algo que tem um significado associado a fraqueza. Assim, a maioria o que faz, \u00e9 fugir ou excluir\/negar o que provoca conflito (n\u00e3o quer olhar a origem), acreditando que se estiverem longe, tudo fica bem.<\/p>\n<p>Vejamos alguns cen\u00e1rios. Aqueles que:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o fogem de nada (os que se mostram fortes para n\u00e3o mostrarem a dor que sentem, pois n\u00e3o sabem o que fazer com ela);<\/p>\n<p>&#8211; T\u00eam o controlo das situa\u00e7\u00f5es (s\u00e3o aqueles que dizem que &#8220;cortam o mal pela raiz&#8221; e ficam cada vez mais enfraquecidos porque est\u00e3o cada vez mais desenraizados da sua origem)<\/p>\n<p>-J\u00e1 fizeram muitas forma\u00e7\u00f5es, cursos e que j\u00e1 adquiriram muito conhecimento (desculpem-me o termo que vou usar, os que se sentem como iluminados, colocando- se num patamar de n\u00e3o vulnerabilidade, isto \u00e9 &#8220;j\u00e1 fui assim j\u00e1 n\u00e3o sou&#8221; e confundem-se com frequ\u00eancia com as v\u00e1rias vers\u00f5es que foram sendo sem a devida aten\u00e7\u00e3o de integrar cada parte sua)<\/p>\n<p>-Os que ficam muito sens\u00edveis aos outros e ao exterior, muito preocupados, incomodam-se com facilidade, com muita inquietude, onde a responsabilidade de tudo o que est\u00e1 a acontecer e a culpa \u00e9 dele pr\u00f3prio, dos outros ou do mundo em geral (mostram sensa\u00e7\u00f5es e escondem as suas pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es, querendo ser salvos ou salvar algu\u00e9m e ocultam o que necessitam por n\u00e3o se lembrarem mais do que realmente \u00e9 importante para si mesmos)<\/p>\n<p>&#8211; O que se focam em manter-se otimistas, positivos (porque tamb\u00e9m n\u00e3o sabem o que fazer com os conflitos internos) e envolvem-se numa camada de semi-perfei\u00e7\u00e3o pouco consciente (s\u00e3o os que deitam ou deixam os conflitos \u201catr\u00e1s das costas,&#8221; ou seja, desresponsabilizam-se de outra forma, vestindo a capa de inoc\u00eancia e n\u00e3o querem ver tamb\u00e9m);<\/p>\n<p>&#8211; E h\u00e1 aqueles que dizem que &#8220;d\u00e3o conta do recado&#8221;, n\u00e3o querem ver para al\u00e9m do obvio, n\u00e3o se apercebem que est\u00e3o a passar por outro momento de aprendizagem, embora com contornos muito diferentes, exigindo uma estrat\u00e9gia diferente. Por outras palavras, tendem a dizer que &#8220;est\u00e1 muita poeira no ar&#8221;, sabem como lidar com essa situa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o precisam de ajuda (n\u00e3o se apercebem que est\u00e3o a passar por um novo est\u00e1gio de compreens\u00e3o, coopera\u00e7\u00e3o, conex\u00e3o consigo e com os outros). A poeira apenas vem sinalizar que est\u00e3o aptos a nivelar a sua vida de outra forma e a elev\u00e1-la, apenas convencem-se que sabem fazer sozinhos, colocando em risco a aprendizagem de ficar interrompida.<\/p>\n<p>Todos eles, com uma crosta de puro engano! Uma ilus\u00e3o que faz jeito! Entra-se com grande agilidade em rota de colis\u00e3o e em ambos os sentidos (dentro e fora de n\u00f3s) e desenvolve-se a cren\u00e7a muitas vezes que o conflito \u00e9 o culpado e nos impede de seguir em frente. O que provoca o conflito, a doen\u00e7a, a instabilidade mental, relacionamentos disfuncionais ou apenas desajustados \u00e9 tamb\u00e9m o que nos cura. \u00c9 algo que precisa ser reconhecido e este \u00e9 o modo que tem para se manifestar\/mostrar.<\/p>\n<p>Todos estamos ao servi\u00e7o de algo&#8230;, onde as emo\u00e7\u00f5es t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de nos mostrar o caminho da reconcilia\u00e7\u00e3o, o corpo permite-nos a identifica\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 oculto, dando-nos a informa\u00e7\u00e3o de como fazer a transforma\u00e7\u00e3o, e a mente, fazendo a ponte entre o consciente e o inconsciente trazendo a possibilidade de podermos aprender para evoluir. Tudo parceiros de jornada!<\/p>\n<p>Estamos sempre em processo. Aceitar este facto tal como ele \u00e9 e com tudo o que ele nos traz, permite-nos dar um lugar \u00e0 nossa vulnerabilidade, sem que nos sintamos fragilizados e sim fortalecidos porque aceitamos estar na nossa posi\u00e7\u00e3o. Nem sempre \u00e9 f\u00e1cil, mas tamb\u00e9m n\u00e3o precisa ser dif\u00edcil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando n\u00e3o sabemos lidar com o que se passa dentro de n\u00f3s, inevitavelmente algu\u00e9m, nos mostra e expressa o que precisamos olhar. Na maioria das vezes, n\u00e3o da maneira que nos agrada. Os conflitos externos s\u00e3o t\u00e3o mais intensos quanto maior \u00e9 a resist\u00eancia (rejei\u00e7\u00e3o inconsciente), alheamento, ferida emocional, dores traum\u00e1ticas. 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