Uma mulher de 41 anos, casada e mãe de dois filhos de 4 e 9 anos, procurou acompanhamento num estado de profunda exaustão. Sentia um cansaço físico e emocional persistente, chorava com frequência e descrevia-se como desesperada perante a forma como estava a viver o quotidiano.
Referia também grande irritabilidade, falta de paciência e uma hipersensibilidade constante, reagindo por vezes de forma desproporcionada a pequenas situações. Tinha consciência dessas reações e percebia que já não se reconhecia na forma como estava a responder.
Grande parte da sua atenção e energia estava dirigida para os filhos, ficando pouco espaço para si própria e para a relação de casal. Em paralelo, a perda de intimidade e o medo de perder o marido tornavam-se uma fonte crescente de angústia, num momento em que sentia já não ter recursos para continuar a responder a todas as exigências da mesma forma.