Procurou acompanhamento em contexto de mentoria, sentindo-se fragilizada perante os desafios do quotidiano, nomeadamente as exigências profissionais e a preocupação com os pais, que envelheciam e viviam à distância.
No trabalho, as críticas e a sensação de não ser escutada, valorizada ou reconhecida tinham um forte impacto sobre si, levando-a a questionar as próprias decisões e a justificar-se frequentemente. Tendia também a assumir tarefas que pertenciam a outras pessoas, numa necessidade constante de garantir que tudo ficava controlado.
Esse padrão estendia-se à vida familiar, onde procurava igualmente antecipar, organizar e controlar aquilo que acontecia com o marido e os filhos maiores de idade, assumindo responsabilidades para além daquilo que efetivamente lhe competia. A necessidade de manter tudo organizado e sob controlo traduzia-se também numa elevada autoexigência, fazendo com que vivesse frequentemente em esforço e com dificuldade em permitir-se abrandar.