Desde o ensino secundário convivia com ansiedade intensa, acompanhada por manifestações físicas como dores no peito, dormência, pontadas na cabeça e tensão constante. Qualquer situação fora da rotina era vivida com elevado stress.
O quotidiano organizava-se sobretudo em torno das tarefas e do desempenho académico, com uma necessidade permanente de antecipar, preparar e controlar aquilo que tinha pela frente, deixando pouco espaço para outras experiências. Nas relações, assumia frequentemente o papel de cuidar e proteger os outros, colocando o bem-estar deles à frente das próprias necessidades.
Apesar da medicação, sentia que nada se alterava de forma consistente. Chegou ao acompanhamento com uma crença muito presente: “Acho que ninguém me consegue ajudar. Acho que ninguém me vai conseguir perceber.”