FORMAÇÃO
As leis sistémicas não existem apenas como princípios teóricos. Tornam-se visíveis na forma como pertencemos, ocupamos o nosso lugar, damos, recebemos e nos relacionamos com aqueles que fazem parte do nosso sistema.
Esta formação dirige-se a quem deseja aprofundar a visão sistémica e as Constelações através da experiência e observar, na própria história, como pertença, lugar e equilíbrio se manifestam nas relações. As Ordens do Amor são trazidas para a prática, permitindo reconhecer exclusões, inversões de lugar, desequilíbrios ou vínculos não reconhecidos.
Cada participante observa estas dinâmicas a partir da própria experiência, distinguindo aquilo que o aproxima do seu lugar daquilo que o leva a assumir responsabilidades, papéis ou movimentos que não lhe pertencem.
Quando o lugar se torna mais claro, também muda a forma como nos relacionamos com a vida.
Pertença: o direito a fazer parte
O princípio do pertencimento e a forma como exclusões, ausências, esquecimentos ou segredos podem interferir na organização e nas dinâmicas do sistema familiar e gerar compensações inconscientes nas gerações seguintes.
Hierarquia — o lugar certo traz força
A ordem de precedência dentro do sistema familiar e o lugar de cada elemento nas diferentes gerações. Pais precedem filhos, os mais velhos precedem os mais novos. Quando os lugares se confundem, surgem desequilíbrios.
Dar e receber — o equilíbrio nas relações adultas
O impacto do excesso de dar, da dívida emocional e dos desequilíbrios na reciprocidade.
Família de origem e família atual
As Ordens do Amor nos dois sistemas e a forma como dinâmicas da família de origem podem permanecer presentes nas relações construídas ao longo da vida, influenciando escolhas afetivas, profissionais e existenciais.
Pais, filhos e irmãos: o lugar de cada um
A relação entre pais, filhos e irmãos, os diferentes lugares dentro do sistema e as dinâmicas que podem surgir quando esses lugares se confundem. Parentificação, triangulação e sobrecarga emocional.
Amor de vinculação e amor interrompido
Os vínculos primários, as separações, perdas e interrupções precoces e a forma como estas experiências são observadas na perspetiva sistémica.
O parceiro como membro de outro sistema
A compreensão de que cada elemento do casal traz consigo uma história e um sistema familiar de origem, com os seus próprios vínculos e dinâmicas.
Aborto, adoção e pertença
O lugar destas experiências dentro da leitura sistémica.
Vínculos anteriores não honrados
Relações e vínculos anteriores e o lugar que continuam a ocupar na história e na organização dos sistemas familiares e relacionais. Como histórias não integradas regressam sob a forma de repetição.
Vivência prática das dinâmicas sistémicas
Exercícios e dinâmicas vivenciais aplicados aos conteúdos da formação, permitindo observar estes princípios e movimentos a partir da própria experiência, para integrar compreensão e postura.
É necessário ter realizado a Formação Teórico-Prática?
Não. Embora essa formação ofereça uma base conceptual importante, esta pode ser realizada de forma independente.
O trabalho envolve exposição pessoal?
A componente vivencial pode envolver temas da própria história familiar e relacional. Cada pessoa partilha e participa dentro dos seus limites, num enquadramento de respeito, responsabilidade e cuidado pelo processo individual.
Posso fazer esta formação apenas para autoconhecimento?
Sim. Esta formação é, acima de tudo, um percurso estruturante de autoconhecimento. Compreender o próprio lugar no sistema familiar é essencial para qualquer pessoa que deseje viver com maior maturidade, clareza e responsabilidade nas suas relações.
É necessário ter conhecimentos aprofundados sobre a história da minha família?
Não. O trabalho parte daquilo que cada participante conhece e reconhece da sua experiência e das relações familiares, sem exigir um levantamento prévio detalhado da história do sistema.