FORMAÇÃO
As Constelações Familiares convidam a olhar para aquilo que muitas vezes atua sem ser visto: vínculos, lugares, exclusões, repetições e movimentos que atravessam a história familiar e relacional.
A formação dirige-se tanto a quem procura aprofundar a compreensão das próprias dinâmicas e desenvolver uma visão sistémica da vida como a quem pretende construir bases para uma futura prática de facilitação. Permite reconhecer, no quotidiano, aquilo que pode estar por detrás de conflitos, bloqueios, inquietações e escolhas que parecem repetir-se.
Para quem escolhe o caminho da facilitação, são também trabalhadas distinções essenciais entre técnica e presença, interpretação e fenómeno, ajuda e intervenção, assim como o lugar interno a partir do qual se acompanha um processo.
Porque facilitar com consciência começa muito antes da técnica.
De onde nasce esta abordagem
A origem das Constelações Familiares e a visão sistémica de Bert Hellinger. A vida compreendida como sistema: vínculos, pertença e dinâmicas que nos ligam aos que vieram antes.
Fenomenologia — ver sem forçar
A observação do que se revela no campo sem antecipar conclusões. A distinção entre fenómeno, interpretação e leitura daquilo que emerge.
Ressonância e campos — quando o invisível tem estrutura
Ressonância, campo morfogenético e campo sistémico. As diferenças entre estes conceitos e a forma como são compreendidos no contexto das Constelações Familiares.
As Ordens do Amor — as leis que organizam ou desorganizam
Pertença, hierarquia e equilíbrio entre dar e receber, e a forma como alterações nestes princípios podem gerar conflito, exclusão e repetição.
Constelação Familiar vs. exercício sistémico
As diferenças entre os dois formatos, o propósito de cada um e os contextos em que são utilizados.
A postura do facilitador começa antes da técnica
Preparação interna, centramento, presença, ética e responsabilidade. O lugar interno a partir do qual se observa, escuta e acompanha um processo.
Ordens da Ajuda: quando ajudar pode desorganizar
Os princípios que orientam a relação de ajuda, os seus limites e os diferentes posicionamentos perante o outro. Dinâmicas de salvamento, compensação e dependência na relação de ajuda.
Triângulo Dramático — sair do papel
Vítima, salvador e agressor. Reconhecimento destas posições e passagem de formas reativas para formas mais conscientes e responsáveis de relação — do Triângulo Infantil ao Triângulo Adulto.
A vida como campo de leitura
Práticas e exercícios vivenciais aplicados às Ordens do Amor e às principais dinâmicas familiares e relacionais: família de origem e família atual, pais, filhos e irmãos, vínculos, amor interrompido, adoção, aborto e pertença, relações anteriores, casal, repetições transgeracionais, dinheiro, profissão, propósito e saúde sistémica.
É necessário ter experiência prévia em Constelações Familiares?
Não. A formação apresenta os fundamentos necessários para quem inicia este caminho, sendo igualmente adequada para quem já tem contacto com a abordagem e pretende organizar ou aprofundar conhecimentos.
São trabalhados temas pessoais durante a formação?
Sim. A componente vivencial pode trazer à consciência temas familiares, relacionais ou pessoais. O trabalho é realizado respeitando o ritmo, os limites e a participação de cada pessoa, dentro do enquadramento da formação.
Esta formação, por si só, corresponde à conclusão do Curso de Constelações Sistémicas?
Não. Esta é a Formação Teórico-Prática que integra o percurso. A conclusão do Curso de Constelações Sistémicas pressupõe também a realização das cinco Formações Práticas e do Retiro Renascimento Sistémico.