FORMAÇÃO
A história familiar não começa em nós. Cada pessoa é atravessada por memórias, acontecimentos, silêncios, perdas, recursos e destinos que pertencem também às gerações anteriores.
A formação dirige-se a quem deseja conhecer a própria história familiar para além dos acontecimentos visíveis, organizando-a através do genograma e reconhecendo repetições, lealdades, recursos e heranças que atravessam diferentes gerações.
Ao trazer à luz a narrativa transgeracional, torna-se possível distinguir o que pertence a um destino herdado daquilo que pode tornar-se escolha própria — assumindo maior responsabilidade e liberdade perante a própria história.
O Genograma — a história familiar torna-se visível
O genograma como representação da história familiar ao longo de várias gerações. Estrutura, vínculos, acontecimentos significativos e relações que ajudam a construir uma leitura mais ampla do sistema.
A família como sistema
Estrutura familiar, subsistemas, lugares, papéis e relações. Quem pertence ao sistema e de que forma os diferentes elementos se organizam e se relacionam entre si.
Elaboração e leitura do genograma
Construção prática do próprio genograma, aprendizagem da simbologia, identificação dos elementos que o compõem e organização da informação familiar relevante para a sua leitura.
Herança e memória transgeracional
Acontecimentos marcantes, perdas, segredos, exclusões, repetições e experiências traumáticas que atravessam diferentes gerações — mas também recursos, talentos, capacidades e forças que fazem parte da herança familiar.
Lealdades, repetições e destinos
Lealdades conscientes e inconscientes, padrões que regressam sob a forma de bloqueios, sintomas ou escolhas recorrentes e destinos que podem repetir-se. A distinção entre permanecer em lealdade e honrar a história sem ter de a repetir.
Sintomas e narrativas familiares
Possíveis ligações entre a experiência individual e a narrativa transgeracional.
Nomes, datas e coincidências significativas
O nome como parte da identidade e da história familiar. Repetições de nomes, datas, acontecimentos e outras coincidências observadas na leitura psicogenealógica.
A pergunta ao genograma
Definição de uma intenção ou questão que orienta a exploração do genograma, permitindo olhar a história familiar a partir de uma inquietação concreta do presente.
Integração consciente da herança
Exercícios práticos para reconhecer e reorganizar a relação com o legado familiar.
É necessário conhecer profundamente a história da família?
Não. Trabalha-se com a informação disponível. Muitas vezes, o que é conhecido já oferece elementos suficientes para a leitura sistémica.
Preciso de levar o genograma já elaborado?
Não. A elaboração e a leitura do genograma fazem parte da própria formação.
Esta formação pode abordar histórias familiares difíceis?
Sim. Podem surgir perdas, segredos, exclusões, ruturas ou outros acontecimentos sensíveis. O trabalho é conduzido com respeito, segurança e responsabilidade.
É necessário conhecimento prévio em abordagem sistémica?
Não. A formação pode ser realizada de forma independente e está estruturada para ser acessível mesmo a quem não tem experiência anterior nesta abordagem.