FORMAÇÃO
Perante um sintoma, a medicina procura compreender o que acontece no corpo. A abordagem sistémica acrescenta uma outra dimensão: observa também o contexto relacional e familiar em que essa experiência acontece.
A formação dirige-se a quem deseja acrescentar uma perspetiva sistémica à compreensão da experiência da saúde e da doença, partindo de vivências pessoais, familiares ou do interesse por esta área. São explorados temas como pertença, exclusões, transferências, lealdades, perdas e segredos quando o corpo entra no campo de observação. Não se procura atribuir uma causa sistémica à doença nem substituir a intervenção médica.
O propósito é escutar o sintoma a partir de outra perspetiva, reconhecer os significados que surgem nessa exploração e observar o que muda quando a pessoa encontra um novo lugar perante aquilo que vive.
Saúde e doença através das Constelações Familiares
A aplicação da visão sistémica ao campo da saúde, distinguindo a dimensão médica da leitura relacional e familiar proposta nesta abordagem.
Doenças, sinais e sintomas na leitura sistémica
Na abordagem sistémica, sinais, sintomas e doenças são também observados em relação com movimentos de pertença, compensação, vínculo e lealdade familiar, explorando aquilo que emerge no decorrer do trabalho.
Dinâmicas que acompanham a experiência da doença
Exclusões, perdas, vítimas e agressores, vínculos interrompidos, irmãos, gémeos, relações familiares e outros movimentos abordados no trabalho sistémico com a saúde.
Segredos de família — aquilo que não pôde ser dito
Silêncios, eventos ocultos ou experiências traumáticas não reconhecidas podem atravessar gerações. Trabalha-se a importância de trazer luz ao que foi excluído.
As chamadas Doenças “infantis” e “não infantis”
Reflete-se sobre a forma como determinados sintomas surgem em diferentes fases da vida e o que podem simbolizar no contexto sistémico.
O corpo fala no campo
Posturas, gestos, movimentos, direções do olhar e sensações corporais que surgem numa constelação e servem de informação para a observação fenomenológica do processo.
Transplante de órgãos e memória celular
A abordagem simbólica e sistémica do transplante, incluindo questões de corpo, identidade, vínculo entre dador e recetor e o conceito de memória celular trabalhado na formação.
Esta formação substitui acompanhamento médico?
Não. A Saúde Sistémica não substitui diagnóstico, acompanhamento ou tratamento médico. Trabalha uma dimensão complementar de reflexão sobre a experiência da saúde e da doença.
É necessário ter conhecimentos prévios em abordagem sistémica?
Não. A formação pode ser realizada de forma independente.
Preciso de ter uma doença ou sintoma para participar?
Não. A formação dirige-se a quem tem interesse em compreender como a abordagem sistémica trabalha a relação entre saúde, história familiar e posicionamento interno.
Vou trabalhar situações pessoais durante a formação?
Podem ser trazidas experiências próprias ou familiares relacionados com saúde e doença, mas cada participante escolhe aquilo que pretende partilhar e trabalhar.
Pode trazer uma nova perspetiva sobre sintomas recorrentes?
Sim. Ao observar o sintoma sob uma lente sistémica, surge uma compreensão mais ampla do seu significado.
É uma formação mais conceptual ou prática?
Integra fundamentos sistémicos com exercícios práticos, partindo das vivências trazidas pelos participantes.